Mostrar mensagens com a etiqueta Psicoterapia Psicanalítica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Psicoterapia Psicanalítica. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 27, 2015

VII Encontro da AP – Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica



A Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica organiza no Centro Cultural Casapiano de Lisboa, no dia 18 de Abril, o  VII Encontro AP: “Terror sem nome. Psicanálise e a urgência de sonhar”.

Este Encontro pretende ser um espaço de reflexão e debate sobre saúde mental, a partir dos vértices teórico-clínicos e sócio-culturais, relacionados com os aspetos da vida mental inibidores da criatividade e da capacidade de sonhar.

A Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica organiza no Centro Cultural Casapiano de Lisboa, no dia 18 de Abril, o  VII Encontro AP: “Terror sem nome. Psicanálise e a urgência de sonhar”.

Neste contexto, contamos com a participação de um convidado internacional, Maurizio Peciccia (psiquiatra, psicanalista e presidente honorário da APIART - Arte-terapia Italiana), bem como com a presença de vários especialistas nacionais, tais como António Coimbra de Matos (psiquiatra e psicanalista, presidente da Direção da AP), Carlos Amaral Dias (psiquiatra e psicanalista, presidente da Comissão de Ensino da AP), José Barata (psiquiatra e psicanalista, presidente da Sociedade Portuguesa de Psicossomática), Henrique Monteiro (escritor, jornalista e comentador político), Joana Amaral Dias (psicóloga e política, psicodramatista didata da Sociedade Portuguesa de Psicodrama), Carlos Paulo (actor e encenador, fundador e dirigente do grupo de teatro da Comuna), entre outros.

 

As inscrições poderão ser realizadas através do site www.apppp.pt ou do link http://inscricoes.apppp.pt/

Local do evento:
Casa Pia Lisboa-Pina Manique
Rua do Jeronimos, N. 5, 1400-210 Lisboa


Outros links do evento:
https://www.facebook.com/events/804064616330473/
http://apppp.pt/vii-encontro-ap-terror-sem-nome-psicanalise-e-a-urgencia-de-sonhar/
http://apppp.pt/iii-jornadas-clinicas-ap-transformar-o-terror-sem-nome/

sexta-feira, março 13, 2015

A Eficácia Científica da Psicoterapia Psicanalítica







Uma meta-análise de rigor científico publicada em 2010 - e disponível no website da American Psychological Association - demonstra que a psicoterapia psicanalítica é altamente eficaz para um espetro amplo de sintomas de ligados à saúde mental, incluindo depressão, ansiedade, pânico e condições físicas ligadas ao stress. Os valores médios para a eficácia situam-se maioritariamente acima dos 0.80 - valor considerado como "efeito grande" do ponto de vista da pesquisa científica psicológica e médica.

O estudo valida como no caso da psicoterapia psicanalítica os benefícios não só são duradouros como continuam a surgir e a crescer mesmo depois do fim da psicoterapia. Tal deve-se ao facto da psicoterapia psicanalítica colocar em movimento processos psicológicos que conduzem à mudança contínua, que se mantêm mesmo após o fim da terapia. Para outras psicoterapias "empiricamente apoiadas" parece verificar-se uma tendência oposta, de diminuição dos benefícios ao longo do tempo, nomeadamente para os problemas mais comuns como depressão e ansiedade generalizada.

Sobre a eficácia das novas psicoterapias em detrimento da psicoterapia psicanalítica, os dados científicos parecem não apoiar esta realidade. Neste estudo vários modelos de psicoterapia são comparados entre si, lado a lado com as terapias por antidepressivos, as quais se mostram pouco eficazes de uma forma geral.

Ainda que contextualizado no panorama social dos EUA, o estudo alega que reduzir o sofrimento mental a uma lista de sintomas e a um tratamento que implique gerir esses sintomas e pouco mais, está em linha dos interesses financeiros das empresas farmacêuticas e companhias de seguros. O autor diz ainda que para algumas perturbações psiquiátricas tal faz de facto sentido, contudo o sofrimento emocional está frequentemente fundido com a vida da pessoa e enraizado em padrões relacionais, contradições internas e pontos cegos emocionais. E são estas áreas que a psicoterapia psicanalítica foca particularmente.

O autor conclui que mais importante que o nome ou marca de uma psicoterapia é o que o psicoterapeuta faz em sessão, e que aqueles terapeutas que mais se aproximavam de um "agir" psicanalítico eram os que melhores resultados conseguiam junto aos seus pacientes, independentemente do tipo de psicoterapia praticada.

O objetivo da psicoterapia psicanalítica não é somente o alívio de sintomas mas ajudar a viver uma vida mais satisfatória no geral.



Página da APA - American Psychological Association - para o artigo original:
http://www.apa.org/news/press/releases/2010/01/psychodynamic-therapy.aspx

quinta-feira, novembro 20, 2014

Descubra aquilo que uma outra parte de sí não lhe quer revelar


O caminho para a verdade interior é um caminho longo, que leva toda uma vida a ser trilhado. É um caminho repleto de auto-ilusões e auto-boicotes, onde as verdades profundas interiores se desvendam, umas vezes subitamente, outras vezes a custo de muitos anos de trabalho.
  
Tanto para o peregrino (o paciente) da psicoterapia psicanalítica ou da psicanálise, como para o seu guia (o psicoterapeuta), cada sessão é um passo em direção a uma nova e mais profunda verdade interior, onde cada verdade desvela novos caminhos e sinuosidades. 

Que verdades interiores serão essas que dentro de si, leitor(a), esperam ser desvendadas?

Será esse um caminho que se atreverá a trilhar?

E como imagina que poderia ser o seu guia? 

Talvez lhe surja subitamente a imagem de alguém verdadeiramente interessado em conseguir ajuda-lo(a), que respeitaria pacientemente a sua necessidade de caminhar ao seu ritmo, procurando ao mesmo tempo encorajá-lo(a) a dar o próximo passo e demonstrando estar lá para si enquanto luz orientadora para quando se sentisse perdido(a) ou ajudando-o(a) a levantar-se depois uma queda…?

Talvez lhe surja a imagem de alguém que o(a) achará pouco interessante, que sentirá pena de si, ou que o(a) fará sentir-se envergonhado(a) ou culpado(a) pelas suas angústias, aproveitando cada oportunidade para acentuar a sua culpa e vergonha…? Ou talvez alguém que de um modo ou de outro acabará por desiludi-lo(a)…?

Será que perceber que tipo de guia surge na sua fantasia pode ser por si só um importante início ou um mergulho em profundidade sobre si mesmo(a)… 

Auto-ilusões e auto-boicotes, juntamente com um mundo interior inconsciente ou dissociado, misturado ainda com aquilo que não pode ainda ser pensado – o que depende do amadurecimento do aparelho de pensar - configuram muitas vezes angústias, medos e ansiedades, sintomas e psicopatologia. São sinais de um mundo interior que não está ou não pode ainda tornar-se cogniscível.

Ficam aqui mais algumas “perguntas-guia”:

1. Imagine que alguém escreve uma notícia sobre si.

a) Quais as 3 coisas que jamais iria querer que fossem ditas sobre si?

b) Serão essas coisas verdadeiras?

c) Se não o são, será que ao longo da vida e através das pessoas de quem se rodeou, dos seus familiares e dos seus amigos, foi aprendendo que essas eram o tipo de coisas que as pessoas não deveriam ser, e logo rejeita-as hoje em si?

2. O que é que o(a) irrita mais nas pessoas (atitudes, comportamentos, aspetos de personalidade, etc)?

3. Sente ansiedade quando está no meio de pessoas, seja na rua, na escola, no trabalho, etc., e/ou procura mesmo evitar em maior ou menor grau contactos sociais? Imagine que se coloca nos “sapatos” dessas outras pessoas ao olhar para si, o que estariam essas pessoas a ver sobre si ? Como surge você perante o olhar e a apreciação dos outros e o que sentem esses outros em relação a si? E aqueles que lhe são mais próximos, os seus amigos, companheiros e sobretudo os seus familiares?

Nem todas estas perguntas garantem revelações, como nem todas estas perguntas podem ser de fácil ou rápida resposta. Quiça possam agitar algo dentro de si...

sexta-feira, setembro 12, 2014

Quanto mais nos conhecermos, mais felizes podemos ser



Uma psicanálise, e também uma psicoterapia psicanalítica, podem ser definidas como especialidades psicoterapêuticas de alta potência, dirigidas à reestruturação de personalidade. De um modo geral, o objetivo é conseguir alterações na organização, estrutura e funcionamento da personalidade no sentido de uma mais saudável e vantajosa adapatação à realidade (no mundo e nas relações), uma maior capacidade de atingir objetivos pessoais - a auto-realização - e a potenciação de estilos de vida satisfatórios.

Integrado nestas categorias gerais está o trabalho da psicoterapia no sentido da integração de personalidade. Isto significa a potenciação do acesso a, ou recuperação de, partes da personalidade que se encontram inicialmente inconscientes, dissociadas, não elaboradas/pensadas, ou não pensáveis (que ainda não puderam ser pensadas, por vários motivos).

A importância ou o papel da integração de personalidade para os objetivos gerais de uma psicanálise ou psicoterapia psicanalítica prende-se com a realidade intuitiva de que quanto mais soubermos sobre nós próprios, melhores as escolhas que fazemos para nós e para a nossa vida.

A consciência que temos de nós mesmos existe em função de quem nós nos percebemos ser na relação com os demais e no mundo. Esta natureza relacional intrínseca da nossa psicologia/personalidade resulta do facto de que o nosso espaço psiquico nasce, ou melhor dito, desenvolve-se, na relação. A primeira e mais estruturante de todas essas relações é, na perspetiva do desenvolvimento ontogénico do ser humano, a relação entre a mãe e o bebé - entre os cuidados de uma mãe (ou substituto materno) disponivel, tranquila e sintónica com as necessidades do bebé e essas mesmas necessidades e vulnerabilidades.

Dito de outro modo, da nossa relação progressiva com o mundo e através da relação, surge a nossa essência psicológica - os nossos sentimentos e pensamentos, as nossas necessidades (algumas destas inatas), desejos, medos e angustias, fantasias, desejos, ideais, sonhos, etc..

Esta nossa essência interior, psicologia, ou personalidade), condiciona por sua vez a forma como percepcionamos a realidade fora de nós, ou a forma como recebemos, interpretamos e moldamos as informações do exterior. A percepção da realidade acaba por moldar as nossas atitudes e os nossos comportamentos, e estes são a base das nossas escolhas e decisões na vida - escolha da profissão, escolha do companheiro ou companheira, escolha de curso de carreira, do estilo de vida, dos gostos pessoais, e uma série complexa de outras escolhas e microescolhas, decisões e microdecisões, presentes nas mais diversas áreas da nossa vida.

Por exemplo, uma criança pode crescer com cuidadores que sejam figuras criticas das suas competências intelectuais, que não as valorizem ou que acreditam pouco nelas e na possibilidade de desenvolvimento das mesmas - há mesmo quem acredite que a inteligência é um atributo fixo e imutável desde nascença, ou que a criança sai ao pai ou à mãe, ou que simplesmente é "limitada". Neste caso esta criança pode crescer com fortes condicionamentos internos relativamente ás escolhas de vida que vai fazendo ou sente que pode fazer à medida que cresce, e depois o mesmo quando se torna adulta. As dificuldades académicas poderão ser sentidas enquanto confirmação dolorosa das limitações pessoais - tão acentuadas já internamente pela experiência da família. Perde-se a possibilidade de tolerar a dificuldade, aqui enquanto aspeto próprio de momentos e situações que apelam ao esforço intelectual no sentido da resolução do problema e consequente adquirir de maior destreza intelectual. Isto claro implica também alguém que acredite à priori na criança e que a apoie nas suas dificuldades. Caso contrário pode mesmo deixar de existir motivação para o estudo, para o saber, e pode mesmo surgir um desinvestimento do esforço e da curiosidade intelectual de uma forma mais abrangente, pois a criança fica presa na experiência contínua da confirmação interna da limitação interiorizada. O performance académico fica limitado, e posteriormente as escolhas de carreira ficam mais limitadas.

A vida vai ficando limitada, e internamente cresce o sentimento de nunca se ter antingido muito e não se ser capaz de mais. È o sentimento de ser ser menos capaz, de se ter poucos recursos ou competências, e eventualmente também de se ser pouco merecedor do afeto e do investimento do outro nas relações. É a fantasia de que o outro será sempre alguém que dará pouco, investirá pouco, amará pouco, porque mais não se merece e não se pode esperar ou exigir. Á luz desta percepção se si no mundo e nas relações, as relações amorosas podem acabar por ser inconscientemente escolhidas e orientadas em linha com estas fantasias (e não só), confirmando-as então na prática e reforçando o mundo interno de limitação e de precariedade. Gradualmente vão surgindo então as pertubrações emocionais e das realações, ansiedade, depressão, alcoolismo e outro tipos de estados emocionais de angustia e/ou comportamentos desadaptativos.

A consciência daquilo que se viveu no inicio de vida não estaria aqui integrada na personalidada, disponível à consciência de modo a que essas experiências preoces pudessem ser elaboradas e ficar "arrumadas", livrando-se a pessoa do destino limitador e de limitação. As partes dissociadas ou não passíveis de serem pensadas mantêm-se neste estado, uma vez que é a relação com um outro que ajuda a  gerir ou a elaborar as emoções dificieis e dolorosas por detrás destas vivências e que ajuda na organização do pensamento - uma mãe, um pai, um psicoterapeuta... - aquilo que na prática constitui a pré-condição para a construção de uma mente que consegue fazer essa elaboração ou "digestão emocional" cada vez mais autonomamente. Na falta desta capacidade - sistemáticamente trabalhada e desenvolvida em psicanálise e psicoterapia psicanalítica - as crenças desadaptativas sobre a vida e sobre o mundo mantêm-se fora da consciencia. As escolhas de vida adquirem assim um caráter mais ou menos automático, irrefletido, e muitas vezes resultando na manutenção de situações desagradáveis e penosas, independentemente da vontade ou da intenção da pessoa.

quinta-feira, junho 12, 2014

II Congresso Luso-Brasileiro sobre o Pensamento de Donald W. Winnicott


Divulgamos hoje no nosso blog o II Congresso Luso-Brasileiro sobre o Pensamento de Donald W. Winnicott, subordinado ao tema “A Retomada do Amadurecimento”, organizado pela AP – Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica, em colaboração com a Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana e a International Winnicott Association, e que irá decorrer nos próximos dias 20 e 21 de Junho, no ISPA.


Estarão presentes especialistas internacionais, tais como Elsa Oliveira Dias, Zeljko Loparic, Roseana Garcia e Cláudia Dias Rosa, representantes da Sociedade Brasileira  de Psicanálise Winnicottiana, e Laura Dethiville, representante da International Winnicott Association, bem como com especialistas portugueses, tais como António Coimbra de Matos, Carlos Amaral Dias, João Gomes Pedro, entre outros.


O Congresso contará com conferências, apresentação e discussão de casos clínicos, bem como mesas redondas, em que se perspectivam "diálogos com Winnicott" e dirige-se a profissionais das áreas da psicanálise e psicoterapias, da saúde (preferencialmente cuidados de saúde primários, psiquiatria, pedopsiquiatria, pediatria), protecção à infância, prevenção da delinquência, educação e desenvolvimento comunitário, entre outras.  









No dia 22 de Junho, no ISPA, irão ainda decorrer as Jornadas Clínicas da AP (apenas para associados).

Para mais informações sobre o Congresso e as Jornadas Clínicas:


- Website da AP: www.apppp.pt 


Votos de um bom congresso!

- A Psicronos -