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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

A capacidade de estar só








Winnicott, no artigo intitulado A capacidade de estar só (1958), demonstra a importância da criança ser capaz de estar só, mesmo na presença da mãe. Esta conceptualização paradoxal, mostra-nos o quão importante é para a criança estar consigo mesma e desenvolver as suas actividades – enquanto a mãe desempenha outras funções, não focadas na criança. Isto acontece porque ambas – criança e mãe – estão unidas por uma confiança básica recíproca.

Segundo este autor, a capacidade de estar só traduz um grau de maturidade para o qual se tende.

Porém, antes de atingir esta capacidade, dá-se o tumultuoso percurso da própria existência – uma evolução que se expressa pela angústia de estar só, pela solidão do desencanto amoroso ou pelo medo da morte.

A solidão significa a presença omnipotente e ameaçadora de um objecto interno maligno, que contamina o espaço interno do sujeito.


A capacidade de estar só permite admitir dentro de cada um, um espaço interno, no qual somos, simultaneamente, espectadores e agentes, porque conservamos um bom objecto interno – ultrapassadas que foram as angústias primordiais.