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segunda-feira, novembro 04, 2013

AS MENTIRAS DAS CRIANÇAS (II)

As crianças mentem por várias razões que muitas vezes se sobrepõem às fases do desenvolvimento moral. Muitas vezes mentem apenas por impulsividade e assim que percebem que o fizeram, mentem mais ainda, pois passam a ter de lidar com a possível consequência do ato inicial e com a zanga dos adultos por ter mentido.

Um dos principais motivos que levam a criança a mentir mais sistematicamente é o medo, por exemplo quando a família é muito rígida nas regras que estabelece e, sobretudo, quando algum dos adultos tende a ter um comportamento irracional e agressivo e excessivo nos castigos.

Tendem também a recorrer à mentira quando querem libertar-se de uma tarefa difícil, que lhes traz ansiedade e frustração, como por exemplo os trabalhos de matemática. Neste caso, a mentira serve para evitar o confronto com a dificuldade e com a possibilidade de fracasso.

Sobretudo na adolescência, a mentira pode surgir na tentativa de autonomização em relação aos pais, quando estes são muito rígidos, o que leva os jovens a arranjar estratégias para poderem sair com os amigos e viver outras experiências normais da idade; esta rigidez tem muitas vezes o efeito oposto, fazendo com que os pais tenham um menor controlo do que os filhos fazem, pois passam a fazê-lo às escondidas. Por outro lado, há ainda a questão da aceitação no grupo de pares, em que os adolescentes podem mentir para obter aprovação ou aceitação por parte de outros.

As crianças desenvolvem muitas competências por imitação e a mentira não é exceção. Algumas vezes os filhos ouvem os pais a dizer que não foram trabalhar porque estão doentes, quando na verdade estavam em casa à espera da entrega de um móvel novo. Os adultos utilizam muitas justificações e mentiras que, apesar de inocentes, transmitem a mensagem de que não faz mal alterar os factos. Vale a pena pensar nestes modelos quando se castiga ou se chama a criança de mentirosa.


Raramente a mentira, por si só, é um indicador de doença mental, sendo necessário outro tipo de características. No entanto, importa averiguar porque é que a criança mente, sobretudo quando o faz de forma sistemática.

Alexandra Barros
Responsável pelo Departamento de Infância

quarta-feira, outubro 23, 2013

As mentiras das crianças (I)

“Eu sei que foi ele e ele diz-me na cara que não, como pode ele mentir tão descaradamente?!”
Todos os pais desejam que os seus filhos sejam honestos e verdadeiros, de modo que a mentira é algo que provoca preocupação e até algumas suspeitas (na maior parte das vezes infundadas) relativamente à personalidade futura da criança.

A mentira está, em parte, relacionada com a fase do desenvolvimento moral em que se encontra, mas também é altamente condicionada por atitudes parentais e por fatore sociais, assim como pela forma como a criança experiencia determinadas situações.

Até aos 3 anos, talvez nem se possa chamar ainda de mentira; talvez ocultação ou negação sejam os melhores termos! Nesta fase, é ainda tudo muito confuso e a criança sabe apenas que depende do adulto para sobreviver. A criança percebe que fez algo de mal pelo tom de voz com que o adulto fala, o que a assusta e, para se sentir novamente segura, nega os feitos de que é acusada (partir um objeto, por exemplo), muitas vezes sem compreender verdadeiramente a sua responsabilidade.

Por volta dos 4 anos, a mentira é muito transparente e reflete diretamente o desejo da criança (“foi ele que me deu o carrinho, eu não tirei”), apesar de terminar muitas vezes com “foi sem querer”. A partir daqui, já vai desenvolvendo alguma compreensão do significado da mentira, embora a necessidade de satisfação imediata, a culpabilidade e o receio de perder o amor dos pais se sobreponham à verdade. Quando são educadas em contextos que valorizam a verdade, as crianças tendem normalmente a segui-la pois querem ser reconhecidas e receber a aprovação dos pais, para além de defenderem a justiça e o bem,  chegando até a acusar os pares quando detetam a mentira.

No entanto, até aos 7 anos, a criança ainda está a perceber a diferença entre a fantasia e a realidade e o adulto participa ativamente no seu mundo do faz de conta, pelo que muitas vezes fica confusa e tem dificuldade em perceber os limites da sua criatividade nas histórias que inventa ou nas desculpas que dá, para além de ainda ter dificuldade em perceber o que é certo ou errado.


Depois dos 10 anos, as crianças já sabem exatamente quando  estão a mentir (e como mentir), emergindo fatores sociais e familiares que se podem sobrepor à fase do desenvolvimento e que intensificam ou não o recurso à mentira. Veremos alguns destes fatores numa próxima publicação.

Alexandra Barros
Responsável pelo Departamento de Infância

segunda-feira, outubro 07, 2013

AS MENTIRAS DAS CRIANÇAS (II)

As crianças mentem por várias razões que muitas vezes se sobrepõem às fases do desenvolvimento moral. Muitas vezes mentem apenas por impulsividade e assim que percebem que o fizerem, mentem mais ainda, pois passam a ter de lidar com a possível consequência do ato inicial e com a zanga dos adultos por ter mentido.

Um dos principais motivos que levam a criança a mentir mais sistematicamente é o medo, por exemplo quando a família é muito rígida nas regras que estabelece e, sobretudo, quando algum dos adultos tende a ter um comportamento irracional e agressivo e excessivo nos castigos.

Tendem também a recorrer à mentira quando querem libertar-se de uma tarefa difícil, que lhes traz ansiedade e frustração, como por exemplo os trabalhos de matemática. Neste caso, a mentira serve para evitar o confronto com a dificuldade e com a possibilidade de fracasso.

Sobretudo na adolescência, a mentira pode surgir na tentativa de autonomização em relação aos pais, quando estes são muito rígidos, o que leva os jovens a arranjar estratégias para poderem sair com os amigos e viver outras experiências normais da idade; esta rigidez tem muitas vezes o efeito oposto, fazendo com que os pais tenham um menor controlo do que os filhos fazem, pois passam a fazê-lo às escondidas. Por outro lado, há ainda a questão da aceitação no grupo de pares, em que os adolescentes podem mentir para obter aprovação ou aceitação por parte de outros.

As crianças desenvolvem muitas competências por imitação e a mentira não é exceção. Algumas vezes os filhos ouvem os pais a dizer que não foram trabalhar porque estão doentes, quando na verdade estavam em casa à espera da entrega de um móvel novo. Os adultos utilizam muitas justificações e mentiras que, apesar de inocentes, transmitem a mensagem de que não faz mal alterar os factos. Vale a pena pensar nestes modelos quando se castiga ou se chama a criança de mentirosa.


Raramente a mentira, por si só, é um indicador de doença mental, sendo necessárias outro tipo de características. No entanto, importa averiguar porque é que a criança mente, sobretudo quando o faz de forma sistemática.

Alexandra Barros
Responsável pelo Departamento da Infância da Psicronos

sexta-feira, abril 15, 2011

"Como ajudar crianças e adolescentes ..."

A clínica da Educação na sua vertente de formação organiza um encontro intitulado "Como ajudar Crianças e adolescentes a...", que ocorrerá no dia 21 Maio 2011, em Lisboa no auditório da Faculdade Psicologia de Lisboa. Uma jornada de formação que tem como público-alvo os profissionais de saúde, educação, pais e familiares.
Segue o programa do evento:

9h:00 Sessão de Abertura
Renato Paiva - Clínica da Educação
9:15 “... na promoção da autonomia”
Drª Maria do Carmo Vale - Hospital da Estefânia

10:15 “ com medos e inseguranças”
Drª Susana Cheis - Centro de Formação Consigo

12h “... na gestão dos afectos e sexualidade”
Drª. Vera Ribeiro - Hospital de St. Louis

14:30 “... a lidar com regras e com o não”
Dr.ª Maria João Santos - Faculdade. Psicologia Lisboa

16h “... a brincar”
Drª Manuela Matos - APEI - Ass. Profissionais. Educação Infância

17h “... a lidar com a doença”
Drª Filipa Martins de Cavalho - Acreditar

18h Encerramento

Informações e inscrições em www.clinicadaeducacao.com