
No Instituto Superior de Psicologia Aplicada, dia 24 de Outubro pelas 21.30h no Salão Nobre vai realizar-se um concerto interessante “Stockholm Lisboa Project”.
A não perder. Preço só 7,5€
Ideias às pinguinhas sobre psicologia, psicanálise e psicoterapias












Estive no sábado no Teatro Maria Matos a ouvir a música e os poemas de Sharyar Mazgani. Em Portugal desde criança, tem 33 anos e é filho de pais iranianos que abandonaram o país quando ele era miúdo e vieram para Portugal. Por quê, é uma boa pergunta, mas só temos a agradecer à sorte que nos bafejou!


Ontem, conheci este filme, integrado no CICLO DE CINEMA DE SAÚDE MENTAL – este ano sobre os Maus-Tratos na Infância.
São 7 curtas-metragens que retratam 7 histórias passadas em 7 cantos do mundo, em 7 realidades sociais totalmente diferentes, e que de forma esmagadora nos mostram várias formas de maus-tratos na infância.
Os maus tratos na infância podem de facto ser sobre a forma da violência física, pela privação, pelo abuso, ou por coisas tão mais subtis, como disse Teresa Goldsmith, pelo simples facto de não se ter existência dentro do outro, não se existir na cabeça de ninguém.
Faz-nos falta ver, para nos começarmos a mobilizar mais, a pensar mais, atender mais a estas realidades e ao seu impacto na saúde mental, mas não só.
Os comentários foram da pedopsiquiatra Teresa Goldsmith e do cineasta João Mário Grilo.
Para a semana (3ªfeira às 21h) há mais no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, sito no Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, 146, 1600-772 Lisboa.





David Zimerman (psicanalista) esclarece que a expressão é originalmente de Freud (1923) e segundo este há pessoas que tem um comportamento peculiar no decurso do tratamento psicanalítico. Quando o analista/psicoterapeuta lhes dá esperanças e se mostra satisfeito com a evolução do tratamento psicanalítico, estas mostram-se descontentes e pioram acentuadamente. Observa-se, com efeito, que estas pessoas reagem em sentido inverso aos progressos da cura. É a chamada RTN. Para estes pacientes há indubitavelmente algo que se opõe à cura, a qual é considerada por estes um perigo, pois neles predomina a necessidade de estarem doentes, e não a vontade de se curarem. Em relação às possíveis causas por detrás da RTN podem-se apontar as seguintes: 1. Uma espécie de “masoquismo moral” (termo de Freud) que decorre de sentimentos de culpa com uma necessidade subjacente de punição. 2. Uma maneira de evitar imergir mais profundamente em sentimentos depressivos. 3. Uma forma de inveja em relação ao analista/psicoterapeuta que foi capaz de ajuda-los. 4. A presença duma certa "organização patológica” dentro do ego do paciente que o proíbe de fazer mudanças, sob a ameaça e a acusação de que ele está a desrespeitar/violar os valores da sua família primitiva e abandonando assim, com ingratidão, determinados papeis que lhe foram designados, aos quais era suposto ele manter uma eterna fidelidade e gratidão.