sexta-feira, setembro 06, 2013
Pensar o impensável...
segunda-feira, setembro 02, 2013
Mas eles não pintaram tudo...
Nem de propósito, já depois de ter publicado o post "Somos humanos, logo criamos", deparei com este cartoon na versão online da revista The New Yorker.
Aplica-se a quem pensa que já não é possível fazer nada de novo e que por isso não vale a pena pensar em criar nada...
sábado, agosto 31, 2013
O SPRAY NASAL DO AMOR
Uma investigação recente - Junho de 2013 ("Stress-induced negative mood moderates the relation between oxytocin administration and trust: Evidence for the tend-and-befriend response to stress?") - testou a influência do uso de um spray nasal contendo uma hormona humana, a oxitocina, nos sentimentos relacionais-afiliativos.
sexta-feira, agosto 23, 2013
domingo, agosto 18, 2013
Somos humanos, logo criamos
As pinturas pré-históricas são fascinantes. A de cima é de uma cave no Chad e esta outra de uma gruta em Altamira (Espanha).
O que terá levado os homens do paleolítico, certamente preocupados 24h em 24h com a sobrevivência, a "perder" horas e horas a pintar as paredes e os tectos das grutas? Preocupações religiosas, efeito de drogas alucinogénicas? (ler o livro "Cave Paintings and the Human Spirit: The Origin of Creativity and Belief" de David Whitley).
E quem pintava? Homens? Mulheres também? Crianças? Quem fazia aquelas maravihosas tintas? A produção no paleolítico é tão intensa que duvido que a pintura estivesse apenas restringida a uma espécie de pessoas (sacerdotes). Gosto de pensar que todos podiam pintar, como outros faziam estatuetas ou escultura.
E pintariam porquê? Eu acho que por duas razões: porque somos humanos e porque é terapêutico. Ou seja, a arte faz parte do nosso pacote mental. Infelizmente, muitos esquecem-se disso e pensam que é coisa de crinças ou de artistas. Artistas somos todos nós, somos todos criativos.
Só que por vezes não sabemos. Os deprimidos, sobretudo, têm aquela tendência para nem sequer tentar. Dão desculpas absurdas, como: "disseram-me em pequeno que não tinha jeito". Eu podia dizer aqui que a culpa foi de um ou outro professor, que também foi (aconteceu comigo). Mas a culpa também é nossa, que abdicamos deste nosso mais elementar direito como seres humanos, que até os homens das cavernas usavam: o da expressão. O de criar.
Hoje há tantas formas artísticas. Pintar, modelar, desenhar, esculpir, fotografar, filmar, escrever, compor, dançar, cantar, recitar, fazer artesanato, tricot, bordar, teatro, cinema...
As novas tecnologias ajudam muito. Como já ajudaram no tempo das cavernas.
E depois, é extremamente terapêutico. Faz bem à mente e ao corpo. Tem um efeito anti-depressivo, facilita a comunicação, defende-nos do isolamento, torna-nos mais humanos. Aposto que era, também por isso, que o homem das cavernas pintava furiosamente.
Se têm dúvidas, leiam os conselhos de Marta Beck, que tem ido ao show da Oprah e que é facil de encontrar na net.
Não abdiquem de serem humanos. Era o que alguns gostariam, mas não podemos deixar. Somos humanos, logo criamos.
sexta-feira, agosto 16, 2013
Neuroscience and psychology - um podcast interessante sobre alucinação
https://soundcloud.com/ruchone/mind-the-brain-podcast-1
segunda-feira, agosto 12, 2013
Não basta saber, é preciso saber comunicar
Este pequeno video do Dr. Dan Seigel sugere a utilização da mão para representar o cérebro e a forma como podemos regredir ao tal cérebro do lagarto, o sistema límbico (ver meu post sobre as tribos). Genial do ponto de vista comunicacional!
http://www.youtube.com/watch?v=DD-lfP1FBFk
sexta-feira, agosto 09, 2013
"Não tens razões para estar triste!"
Desde já, encerra uma contradição em si mesma: como pode algo existir sem causas prévias que lhe deram origem? Neste caso, se existe tristeza a questão não é saber se existem razões ou não para a sua existência, mas quais são, de onde vêm.
Nestes casos, será então importante enfrentar os sentimentos penosos e tentar perceber o seu aparecimento e proveniência. Em processos psicoterapeuticos assiste-se, não raras vezes, a casos onde é precisamente quando tudo está bem (no exterior) que tudo fica mal (no interior). Numa situação de transbordo emocional que pode durar anos e anos nos piores casos, é como se a pessoa tivesse suspendido a respiração, limitando-se a sobreviver no modo "piloto automático".
Mais tarde, alcançada a segurança de uma situação onde aparentemente tudo está bem, pode a pessoa voltar a "respirar". Nestes casos, o voltar a respirar significa um abaixamento das defesas psicológicas que permite que memórias problemáticas do passado emerjam reclamando uma "digestão emocional" que até então não fora possível.
O homem tribal em nós
Nos velhos tempos, quando vivíamos em cavernas e nos encostávamos uns aos outros à procura de calor, atentos ao menor ruído que indicasse a presença de um predador, a sobrevivência dependia de quão rapidamente os indivíduos passavam ao modo de "ataque ou fuga".
Aquilo a que hoje chamamos stress era um mecanismo precioso. O sangue afluía aos músculos permitindo a corrida, a respiração acelerava permitindo uma maior oxigenação, a força nos braços e as pernas aumentava. Imagino que ninguém se queixasse de stress - era essencial à vida.
Nesse tempo, o funcionamento tribal era também essencial, assim como o princípio "ou nós ou eles". As tribos guerreavam-se, roubavam as fémeas, os inimigos chegavam a ser devorados.
Quando terá começado a cooperação entre grupos distintos? Sabemos que os chimpazés cooperam em determinadas circunstâncias. É possível que tivéssemos percebido muito cedo as vantagens da cooperação. Mas às vezes o primitivo vem ao de cima e parece que nos esquecemos. Vezes demais.
O esquema "se não pertences à minha tribo és meu inimigo" é pouco propício ao raciocínio, ao pensamento, ao trabalho inteligente. Limita-nos e arrasta-nos séculos para trás. Alguém quer parecer um neardantal ou mesmo um homo habilis?
domingo, julho 28, 2013
FÉRIAS SÃO FÉRIAS!
- Diferenças: Atenção Visual
- Labirintos: Planeamento e Organização Espacial
- Puzzles: Planeamento, estruturação espacial, coordenação óculo-motora
- Tangram: Planeamento, estruturação espacial, coordenação óculo-motora
- Palavras-Cruzadas: Vocabulário, Raciocínio Abstrato
- Jogo “Nomes, Países, Frutos, Objetos, etc”: Vocabulário, Categorização, Raciocínio Abstrato, Velocidade do Raciocínio
- Pares de Memória: Atenção Visual e Memória Visual
- Bom Dia, Senhorita: Atenção Sustentada, Atenção Seletiva, Memória, Controlo dos Impulsos
- Soletrar Palavras: Consciência Fonológica, Atenção, Planeamento, Memória de Trabalho
- Adivinhas: Raciocínio Lógico-Abstrato
- Quem é Quem?: Atenção, Planeamento, Categorização
- Jogo da Glória: Cálculo, Tolerância à Frustração
sexta-feira, julho 19, 2013
Frase leve do dia
terça-feira, julho 09, 2013
VAMOS BRINCAR?
Antes de eu jogar Spectrum, Winnicott já dizia “É no brincar, e apenas no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar a sua personalidade integral; e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu Eu”.
domingo, junho 30, 2013
Fazer o trabalho de casa antes de ir a uma entrevista de emprego
http://www.careerealism.com/interviewer-competitive-intelligence/
SER
Aquilo que somos, o sentido da vida penso ter tudo a ver com SER.
Tão simples, tão básico, tão idiota que parece nem fazer sentido... como a vida às vezes não faz; como por vezes o que somos não acontece.
SER é tão curto, tão parco que parece pedir um adjetivo ou substantivo que o complete; SER... o quê, afinal?! SER bom, ser isto, aquilo... E se for só SER?! Que difícil! Parece que temos de ser algo; algo para além do que já somos, algo para além do nosso SER. Como se SER não existisse, não pudesse ter valor por si.
Parece que me tenho de esforçar para SER; Mas o esforço só existe porque não me permito SER mas me exijo ser ALGO.
E que melhor forma de SER que aquela em que o meu SER se concretiza, reflete, expande e co-cria com outro SER?
E (como alguém dizia com tanta piada e profundidade) se não for eu, quem SERÁ eu?
sábado, junho 29, 2013
Projecto "Pai e Mãe na gravidez" - Um projeto que merece atenção
- Rastreios à depressão na Grávida:
- Massagem Infantil - massagem para bebés onde mãe e pai massajam o seu bebé;
- Workshops variados a este nível, com vários temas abordados: Adaptações à gravidez; Aleitamento materno; Desenvolvimento fetal; Massagem Infantil; Grupos de avós; O que é ser pai num mundo de mães?; Nascimento Humano; Antropologia do parto; Sexualidade na gravidez; Infertilidades; Perdas perinatais/Luto de um filho; entre outros (com a colaboração da Dra. Lúcia Paulino);
- Books Fotográficos (em colaboração com um fotógrafo);
- Eventualmente, em alguns casos, poderemos fazer domicílios.
O meu obrigada a todos!
segunda-feira, junho 24, 2013
HIPERATIVIDADE: UM DIAGNÓSTICO FÁCIL?
O diagnóstico de PHDA não é fácil, pois não existem marcadores biológicos exclusivos, nem instrumentos de avaliação específicos. Por outro lado existem vários fatores que podem levar a confundir sintomas “hiperativos” com a problemática propriamente dita, nomeadamente:
- A variedade de condições emocionais e do desenvolvimento com características semelhantes;
- O facto de crianças com PHDA terem muitas vezes um desempenho normativo durante a avaliação psicológica, por se tratar de um ambiente novo, individualizado e controlado por um adulto, para além de serem solicitadas tarefas curtas, variadas e estimulantes. Ao contrário do que é muitas vezes comunicado, a hiperatividade pode não estar presente em todos os contextos. Ter a criança colaborante e focada durante a avaliação psicológica não é critério de exclusão.
segunda-feira, junho 17, 2013
HIPERATIVIDADE: QUANDO O DIRETOR ADORMECE
- Metabolismo mais baixo nas
regiões pré-frontais em tarefas de sustentação da atenção;
- Anomalias nas áreas corticais
frontais direitas, nos gânglios da base (particularmente no núcleo
caudado), no corpo caloso e no cerebelo;
- Volume cerebral mais reduzido,
menor volume de substância branca global e parieto-occipital posterior;
- Padrões atípicos do fluxo
sanguíneo cerebral, especificamente em áreas corticais pré-frontais, durante
o período de repouso;
- Fluxo sanguíneo diminuído no
córtex pré-frontal lateral direito, em ambas as áreas orbitais do córtex
pré-frontal e no cerebelo;
- Aumento do fluxo em regiões
corticais posteriores, como o córtex parietal superior e o córtex
parieto-occipital esquerdo.
domingo, junho 09, 2013
Vertigens e medo das alturas
O medo das alturas é bastante comum e é frequentemente acompanhado de outro tipo de fobias. A psicanálise considera que as fobias são por um lado um excesso de ansiedade, e por outro uma forma de defesa contra angústias mais primitivas. O medo das alturas é muitas acompanhado por algum fascínio pelo perigo.
No cinema, o filme de Alfred Hitchcock, "Vértigo" é uma ilustração perturbadora e fascinante deste tipo de problemática. Foi considerado recentemente O Melhor Filme de Sempre e quem já o viu percebe porquê.
No filme,James Stewart é um ex-polícia que tem medo das alturas. Sofre de vertigem e de uma particular atracção para situações (e mulheres) perigosas.
Eu também acho que é o melhor filme de sempre (para um psicanalista é uma delícia, mas já adorava o filme antes de o ser). As fotografias que se seguem, do site buzzfeed, não têm a ver com o filme (excepto uma), mas com o medo das alturas e das escadas vertiginosas. Agarrem-se ao corrimão.